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Becoming Farmer

Diário de um apaixonado pela natureza, meio ambiente e que se está a tornar agricultor

Becoming Farmer

Diário de um apaixonado pela natureza, meio ambiente e que se está a tornar agricultor

Alimentação de longevidade

André, 01.08.20

Existem no mundo lugares especiais onde as pessoas têm vidas longas e saudáveis, são as chamadas Zonas Azuis, onde se vive normalmente até aos 100 anos. Estas áreas (como Okinawa no Japão, Sardenha em Itália ou Icária na Grécia) têm sido objeto de uma extensa investigação para se perceber os fatores que influenciam a longevidade desta população.

 

Queremos ter uma vida longa e saudável?

As Zonas Azuis fez mais de 150 pesquisas dentro das comunidades com as pessoas mais velhas do mundo, para descobrir os segredos da sua longevidade.

ZonasAzuis_Alimentação.jpg

Os 4 alimentos que recomendam consumir sempre:

  • 100% de grãos integrais: quinoa, arroz integral, aveia, bulgur, farinha de milho;
  • Frutos secos e sementes: uma mão cheia por dia
  • Legumes e leguminosas: Uma chávena de leguminosas cozidas por dia
  • Frutas e Legumes: 5-10 porções por dia

 

As tentações são muitas e vêm de todo o lado, mas devemos evitar estes 4 alimentos:

  • Bebidas adoçadas com açúcar: calorias vazias
  • Lanches salgados (batatas fritas, etc): muito sal e conservantes
  • Doces embalados (rebuçados, biscoitos embalados e doces): calorias vazias, conservantes, aditivos
  • Carnes processadas (fiambre, bacon, salsicha, carnes frias): aumentam o risco de cancro colorretal e doenças cardíacas

 

Pode conhecer melhor o projeto das Zonas Azuis e consultar todas as guidelines aqui.

 

Referência:

  1. Blue Zones, Four Always, Four to Avoid

Mudança de vida

André, 25.07.20

Nasci e cresci numa vila no Alentejo, que se veio a tornar cidade. A natureza, o campo, a liberdade fez parte de mim até mudar para Lisboa  aos 17 anos para continuar os meus estudos.

 

Fui uma criança e adolescente super saudável, bem-disposto e energético, adorava ajudar o meu pai e avô na agricultura, pertencer àquela natureza, respirar ar puro, brincar com os meus cães, sentir a liberdade…, liberdade essa que alimentava o sonho de me tornar futebolista profissional.

Com 17 anos fui estudar para Lisboa, e também jogar futebol a um nível um pouco mais sério, estive à experiência no Sport Lisboa e Olivais, e meses depois assinei contrato. Era o primeiro passo rumo ao sonho!

Lisboa cidade linda e fantástica, mas a adaptação não estava a ser fácil, as saudades do meu Alentejo, da natureza, dos amigos, da ligação com as pessoas eram mais que muitas e isso refletia-se nos estudos e mais tarde na saúde.

Inúmeras vezes pensei em desistir de tudo!

 

Como vou dizer aos meus pais? – Interrogava-me.

Sentia que precisava de voltar para casa, mas queria ser futebolista, e não queria desiludir a minha mãe ao desistir do curso.

O que faço? – Voltava a interrogar-me.

Tentei mudar de curso para uma cidade mais pequena, mas não tive sucesso. Continuei em Lisboa…

 

… e formei-me aos 22 anos em engenharia eletrotécnica, estava a entrar num novo mundo, mas por esta altura diagnosticaram-me colite ulcerosa, uma doença crónica e o sonho do futebol tinha terminado.

 

A nossa vida é de constante adaptação aos desafios, de novos objetivos, de sonhos… e eu com o secreto desejo de regressar a casa, ao Alentejo, à natureza… a colite ajudou-me a redescobrir o verdadeiro André, a conhecer-me melhor, a entender o que é realmente importante e a tomar decisões.

Já com 17 anos de experiência na área das telecomunicações e 22 a viver em Lisboa, decidi regressar em 2016 a casa, ao meu Alentejo.

 

Decisão tomada, só faltava apresentar as vantagens da mudança à minha empresa e continuar o meu trabalho remotamente.

Difícil?

Não, foi mais fácil ter a concordância da minha empresa, do que podia ter imaginado em todos os anos em a ideia não passou disso mesmo.

 

Nestes 4 anos (desde 2016) em voltei a viver no Alentejo, comecei aos poucos a voltar aos meus tempos de infância em que ajudava o meu pai e avô na agricultura, agora tomei eu a iniciativa e aventurei-me nos tempos livres por este mundo lindo de trabalhar a terra, contribuir na proteção do ambiente e para um mundo mais saudável e sustentável.

 

A vontade era muito grande e o conhecimento pouco.

Avançar sem conhecimento? Ou adquirir conhecimento e depois avançar?

 

Foram muitos anos em Lisboa à espera…, e agora não seria a falta de conhecimento que me iria afastar ou prolongar o afastamento de algo em que acredito e que me faz sentir bem.

 

Tenho vindo a aprender com a experiência, o contacto com outras pessoas da área, também com formação, e além de uma pequena horta, iniciei a instalação de um pomar de Aveleiras (no Alentejo também temos zonas em que conseguimos ter condições para a produção da Avelã) em modo biológico. 

 

A ideia de criar o blog Becoming Farmer nasce da vontade em partilhar as minhas aprendizagens, os meus desafios, descobertas,… é uma das formas que tenho para agradecer por ter esta oportunidade.

 

Sabem que as Avelãs, devido às suas caraterísticas nutricionais, podem constituir um alimento valorizado para a saúde humana, nomeadamente devido à quantidade e qualidade dos seus constituintes. São ricas em proteína, hidratos de carbono complexos, fibra dietética, potássio, ferro e vitaminas, sendo pobres em sódio e açúcar.

 

“Por vezes o caminho que achamos ser o melhor, não é o que Deus tem reservado para nós.”

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